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Psol pede cassação de Abílio por minimizar ataques em Brasília

Representação também atinge os deputados Silvia Waiãpi (PL-AP), Clarissa Tércio (PSC-PE) e André Fernandes (PL-CE)

A bancada do Psol vai pedir ao Conselho de Ética e Decoro da Câmara dos Deputados, em Brasília, a cassação de quatro deputados federais que incentivaram, participaram ou apoiaram os atos golpistas ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro.

Entre os parlamentares está o mato-grossense Abílio Júnior (PL).

A informação foi divulgada na noite de quarta-feira (1) pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o grupo, todos eles teriam minimizado os ataques à democracia e difundido notícias falsas com propósito “flagrantemente golpista”.

Abílio fez uma live mostrando uma parte do prédio que, segundo ele, não teria sido invadida e depredada durante o ataque à sede dos Três Poderes: “É que se você fica assistindo só na internet parece que está tudo quebrado Brasília, mas não é verdade”, afirmou ele nas imagens.

Ele foi desmentido ao vivo por uma mulher, que se identificou como petista, e começou a gravá-lo, dizendo que ele estava mentindo.

“Mas aqui ninguém entrou, você está mentindo”, afirmou ela.

O vídeo viralizou nacionalmente com críticas ao parlamentar eleito.

Conforme informações da Folha, a representação será enviada ainda nesta quinta-feira (2).

Além de Abílio, também constam os nomes dos deputados Silvia Waiãpi (PL-AP), Clarissa Tércio (PSC-PE) e André Fernandes (PL-CE).

“Apesar dos atos terem chocado todos aqueles defensores do Estado democrático de Direito, alguns parlamentares se sentiram representados por tais atos, justificando, via redes sociais, a prática criminosa e veiculando fake news acerca dos fatos”, diz a representação que será encaminhada ao Conselho.

O presidente do PSOL, Juliano Medeiros, defende que a Câmara dê uma resposta contundente.

“Os atos do dia 8 de janeiro devem ser punidos exemplarmente. Depois de quatro anos de ataques à democracia, devemos demonstrar que elas não serão mais toleradas”.

 

FONTE: PORTAL CBN CUIABÁ

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