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20 de fevereiro de 2026

Fonte: Gazeta Digital, créditos da imagem: Reprodução/Marcos Lopes
O debate sobre o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um, segue repercutindo na política nacional. Visto como a pauta prioritária do governo Federal para este ano, como a isenção do Imposto de Renda foi em 2025, a proposta é alvo de críticas por parlamentares de Mato Grosso.
Em entrevista à Jovem Pan News, na quarta-feira (18), o deputado federal Coronel Assis (União), vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, classificou a proposta como uma “artimanha da esquerda” e alertou para os impactos econômicos da medida.
Segundo Assis, uma vez implementada no país, a escala, considerada justa aos trabalhadores da ponta e já utilizada por órgãos públicos, traria “prejuízos” a empresários e a economia do país.
“Entendo que a esquerda brasileira tenta trazer caráter eleitoreiro para um assunto que às vezes a sociedade entende que tem que ser discutido. Mas é claro que estudos precisam ser feitos, análises de impactos também. Se aumenta custo por empregado, esse aumento será repassado no produto final, seja alimentício ou serviço. Tudo será repassado a quem paga a conta”, afirmou.
Assis também citou levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que estima aumento médio de 7,84% no custo do trabalho com carteira assinada caso a jornada semanal seja reduzida para 40 horas.
“Há estudos que mostram que aumentará 8% o custo por cada empregado contratado em nova escala definida no Brasil. A gente sabe que esse tipo de situação na economia é complicada, não existe almoço de graça”, disparou.
PECs em análise na Câmara
A proposta tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, onde são analisadas duas PECs apensadas: a Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC 8/25, e Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da PEC 221/19. Caso admitida, a matéria segue para comissão especial antes de eventual votação em plenário.
Na CCJ, três deputados de Mato Grosso são membros titulares: Gisela Simona (União), José Medeiros (PL) e Juarez Costa (MDB).
Bancada dividida
Como mostrou o GD, se depender da maioria da bancada federal de Mato Grosso, a escala 6×1 deve ser mantida. Pelo menos quatro dos oito parlamentares já declararam ser totalmente contrários à proposta.
Gisela Simona, que assinou a PEC no ano passado, se posiciona favorável à admissibilidade, mas defende ajustes no texto. Já Emanuelzinho (MDB) foi um dos primeiros a assinar a proposta.
José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL) foram categóricos ao chamarem a proposta de aberração e onerosa.
Juarez Costa (MDB) e Coronel Fernanda (PL), anunciaram que aguardarão o texto final.